Ano novo…desenrascanço acrescido

AHAH! Este texto foi programado para ser publicado no dia em que o mundo acabava. Se está a ler estas linhas, meu caro amigo leitor (ou leitora claro está), estamos todos bem e há vida em Marte!

Portugal e o ano 2013. Dava um filme de terror hã? É provável que sim, mas quem não conhece Portugal, não sabe que nós, tuga masters, detemos a patente psicológica da palavra “Desenrascanço”. Se você que lê estas linhas não sabe o que isto significa…é porque não é tuga.

Mas não faz mal que não saiba. Basta que compreenda as seguintes linhas.

Existem várias razões para Portugal dar o berro no ano que vem, mas a principal razão pela qual isso não irá acontecer prende-se com uma razão cultural. A flexibilidade que os portugueses têm para resolverem situações é realmente grande e inata. Se não tens cola UHU, utiliza outra. Desde que fique bem colado, não interessa. Depois quando tiveres a tal cola fantástica, fazes o trabalho com isso. Mas entretanto…desenrasca. Capiche?

É esta função cerebral que nasce em qualquer tuga que leva ao engenho. Inventar é algo que nos está no sangue e já existem várias excelentes invenções pelo mundo fora que saíram de uma cabeça tuga. Nada de novo. O mesmo se aplica à gestão de um negócio…e cá vamos nós.

Em 2013 vão fechar muitas micro empresas. Os impostos são ridículos, os custos de manutenção de uma loja física são exorbitantes, o sector público não ajuda, mas as pessoas têm e querem ter vida própria. Nem todas as pessoas acham bem estar em casa, por conta de um subsidio de desemprego a coçar os pêlos do peito e ver o Glorioso a jogar. Nem todas…e ainda bem.

Mas estas pessoas estão cada vez mais a ver o seu cerco de empreendedorismo a ser fechado porque na prática, 25% daquilo que se produz vai para o Estado que não retribui. É uma barreira psicológica muito complicada de ser ultrapassada de outra forma que não o cortar de despesas. Bem vistas as coisas, os impostos não podem ser cortados…até se pode tentar fugir, mas é um dado adquirido: os impostos estão lá garantidamente. Fora o consumo ter vindo a baixar porque os níveis de desemprego estão demasiado altos para ser verdade e o mercado paralelo já tem uma dimensão assustadora.

Portanto, o cerco está montado e aquilo que as pessoas se perguntam muito frequentemente é: “Onde posso cortar mais?”

Basta sair à rua e perguntar a qualquer dono de loja de rua e a resposta começa a ser a mesma: “Vou fechar no dia 1”. Eu até perguntava se era para férias, mas quando percebi que as pessoas iam mesmo fechar portas, já nem me atrevia a dizer mais nada..

O surpreendente disto é que muitas pessoas já tinham uma página no facebook e ficaram com o “bichinho” da net. 1+1=2 e voilá…comecei também a perceber que as pessoas estavam a começar a concentrar os seus esforços na internet porque não tem tantos custos. Não me admirava nada que 2013 fosse o ano do Boom em termos de criação de lojas online. Não acredito que exista um crescimento no consumo, mas que várias lojas vão derivar para a internet…vão.

Se os custos operacionais de uma loja física podem rondar os 2500€/mês e numa loja online isso baixa para os 500€/mês, há automaticamente um sentimento de desenrascanço na poupança e já se sabe, se existe um click no cérebro a dizer “poupar”…a acção é feita.

Isto leva-me a dizer que a área do domaining em Portugal tem aqui uma oportunidade de aproximar os empreendedores do espaço físico, daqueles que empreendem no espaço virtual. É neste sentido que escrevo estas linhas. Não é para dar uma visão negra, mas sim para deixar um pequeno lembrete:

Não vendam os vossos domínios. Pelo menos os premium. Ninguém neste país que esteja a restruturar o seu negócio, ou até mesmo a iniciar um, não tem o capital necessário para pagar aquilo que um domínio premium vale. Ou pelo menos não vê o valor acrescentado a longo prazo que um domínio premium tem. Logo, não paga.

O aluguer ou o leasing é uma excelente opção para ambas as partes. O domainer fica com o investimento pago e retém o domínio, enquanto a empresa que tem o negócio centrado na internet, fica com acesso a um domínio premium por uma quantia muito abaixo do preço de compra, e por isso bastante mais acessível.

É tempo de transformar a debilidade do mercado português numa oportunidade de mudança. Educar as pessoas neste sentido é realmente importante e nada impossível. As pessoas já perceberam que a internet é um meio viável para o seu negócio e agora chegou o momento de perceberem aquilo que um domínio premium é na realidade.

Caso precise de um exemplo de um contrato de aluguer de um domínio, click aqui.

Caso precise de um exemplo de um contrato de leasing de um domínio, click aqui.

Mas é igualmente importante que os domainers percebam a diferença entre um termo de pesquisa num qualquer motor de busca, e um domínio que faça sentido! Existem registos de dominios que derivam da quantidade de pesquisas, mas se analisar quais vingam no mercado, vai perceber que são dominios que fazem sentido! É também tempo de dar a volta ao portfólio de domínios e deixar cair aqueles que não valem sequer o preço de registo. Deixar que o ego comande a carteira…não é uma boa opção a longo prazo. Se o domínio não tem valor, deixe-o cair. Eu não tenho um grande portfólio, mas vou deixar cair 175 domínios que considero um erro renovar o registo.

Proteja os seus premium e agarre-os com unhas e dentes. O tempo dirá que o mercado muda. A esta mudança eu dou o nome de “desenrascanço”…que leva ao engenho. Um engenho que ficará colado, mas desta vez com a melhor UHU do mercado…um premium.

Tugasti!

PS: Só neste texto é que me apercebi que nunca assinei nada do que escrevi…talvez ainda faça uma daquelas páginas que se chamam sempre “Sobre o Autor”…mas ainda não é desta.

Joao Mesquita

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