Confirmação do desenrascanço!

No último artigo referi que Janeiro de 2013 seria o novo Setembro de qualquer ano, no que respeita ao encerramento de empresas, nomeadamente da pequena loja de rua.

Hoje, a Confederação do Comércio avançou com a mesma previsão. Não é algo de extraordinário prever isto, se até eu o fiz…mas o que pode vir a ser excepcional é a abertura de mercado para novas soluções de comércio. Já o disse também e reafirmo, a poupança é o pensamento de qualquer lojista e as novas regras de facturação, aliada à necessidade de compra de novos equipamentos e softwares de facturação, mais a barreira psicológica dos impostos, fazem com que qualquer cego que esteja na Assembleia da República…seja isso mesmo.

Basta sair do conforto do escritório ou da cadeira que custou aos contribuintes mais do que eu gasto num mês, para perceber que no terreno vão existir muitas desistências. O terreno não serve apenas para angariação de votos, beijar umas quantas peixeiras e balbuciar umas quantas frases feitas ou falsas promessas…o terreno é a realidade do quotidiano e essa vai mudar radicalmente.

A Confederação do Comércio já verificou que os descontos ou saldos vieram mais cedo, mas vá lá…há alguém que já percebeu que esta forma de anunciar preços baixos não é mais do que dizer “liquidação”. Não só de stock, mas também das empresas.

O desenrascanço será o mote de 2013. Vai mesmo vender os seus dominios premium? Primeiro saiba quais são os dominios premium! Ainda se vê por ai pessoas que se acham muito informadas mas que vendem “premiums” que não valem sequer o preço de registo. Cuidado com isso.

Se tem premiums, não os venda…alugue.

Para ler a noticia completa, click aqui.

Para além desta noticia tenho de destacar outra, desta feita relacionada com o serviço do MB Net. Este serviço escolheu as universidades como forma de captar clientes para o futuro. A SIBS lançou uma campanha que já deu frutos, uma vez que entre novembro de 2011 e de 2012 o serviço cresceu 15%, ou seja, os utilizadores estão a começar a mudar o hábito de não confiar na compra online. Agora é a vez dos comerciantes fazerem o mesmo.

Estou a falar de end users, pessoas que vão precisar dos melhores dominios nas suas áreas de negócio. O domaining tem como objectivo o relacionamento com o end user, senão era uma numismática virtual…

Boas entradas!

Joao Mesquita

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Ano novo…desenrascanço acrescido

AHAH! Este texto foi programado para ser publicado no dia em que o mundo acabava. Se está a ler estas linhas, meu caro amigo leitor (ou leitora claro está), estamos todos bem e há vida em Marte!

Portugal e o ano 2013. Dava um filme de terror hã? É provável que sim, mas quem não conhece Portugal, não sabe que nós, tuga masters, detemos a patente psicológica da palavra “Desenrascanço”. Se você que lê estas linhas não sabe o que isto significa…é porque não é tuga.

Mas não faz mal que não saiba. Basta que compreenda as seguintes linhas.

Existem várias razões para Portugal dar o berro no ano que vem, mas a principal razão pela qual isso não irá acontecer prende-se com uma razão cultural. A flexibilidade que os portugueses têm para resolverem situações é realmente grande e inata. Se não tens cola UHU, utiliza outra. Desde que fique bem colado, não interessa. Depois quando tiveres a tal cola fantástica, fazes o trabalho com isso. Mas entretanto…desenrasca. Capiche?

É esta função cerebral que nasce em qualquer tuga que leva ao engenho. Inventar é algo que nos está no sangue e já existem várias excelentes invenções pelo mundo fora que saíram de uma cabeça tuga. Nada de novo. O mesmo se aplica à gestão de um negócio…e cá vamos nós.

Em 2013 vão fechar muitas micro empresas. Os impostos são ridículos, os custos de manutenção de uma loja física são exorbitantes, o sector público não ajuda, mas as pessoas têm e querem ter vida própria. Nem todas as pessoas acham bem estar em casa, por conta de um subsidio de desemprego a coçar os pêlos do peito e ver o Glorioso a jogar. Nem todas…e ainda bem.

Mas estas pessoas estão cada vez mais a ver o seu cerco de empreendedorismo a ser fechado porque na prática, 25% daquilo que se produz vai para o Estado que não retribui. É uma barreira psicológica muito complicada de ser ultrapassada de outra forma que não o cortar de despesas. Bem vistas as coisas, os impostos não podem ser cortados…até se pode tentar fugir, mas é um dado adquirido: os impostos estão lá garantidamente. Fora o consumo ter vindo a baixar porque os níveis de desemprego estão demasiado altos para ser verdade e o mercado paralelo já tem uma dimensão assustadora.

Portanto, o cerco está montado e aquilo que as pessoas se perguntam muito frequentemente é: “Onde posso cortar mais?”

Basta sair à rua e perguntar a qualquer dono de loja de rua e a resposta começa a ser a mesma: “Vou fechar no dia 1”. Eu até perguntava se era para férias, mas quando percebi que as pessoas iam mesmo fechar portas, já nem me atrevia a dizer mais nada..

O surpreendente disto é que muitas pessoas já tinham uma página no facebook e ficaram com o “bichinho” da net. 1+1=2 e voilá…comecei também a perceber que as pessoas estavam a começar a concentrar os seus esforços na internet porque não tem tantos custos. Não me admirava nada que 2013 fosse o ano do Boom em termos de criação de lojas online. Não acredito que exista um crescimento no consumo, mas que várias lojas vão derivar para a internet…vão.

Se os custos operacionais de uma loja física podem rondar os 2500€/mês e numa loja online isso baixa para os 500€/mês, há automaticamente um sentimento de desenrascanço na poupança e já se sabe, se existe um click no cérebro a dizer “poupar”…a acção é feita.

Isto leva-me a dizer que a área do domaining em Portugal tem aqui uma oportunidade de aproximar os empreendedores do espaço físico, daqueles que empreendem no espaço virtual. É neste sentido que escrevo estas linhas. Não é para dar uma visão negra, mas sim para deixar um pequeno lembrete:

Não vendam os vossos domínios. Pelo menos os premium. Ninguém neste país que esteja a restruturar o seu negócio, ou até mesmo a iniciar um, não tem o capital necessário para pagar aquilo que um domínio premium vale. Ou pelo menos não vê o valor acrescentado a longo prazo que um domínio premium tem. Logo, não paga.

O aluguer ou o leasing é uma excelente opção para ambas as partes. O domainer fica com o investimento pago e retém o domínio, enquanto a empresa que tem o negócio centrado na internet, fica com acesso a um domínio premium por uma quantia muito abaixo do preço de compra, e por isso bastante mais acessível.

É tempo de transformar a debilidade do mercado português numa oportunidade de mudança. Educar as pessoas neste sentido é realmente importante e nada impossível. As pessoas já perceberam que a internet é um meio viável para o seu negócio e agora chegou o momento de perceberem aquilo que um domínio premium é na realidade.

Caso precise de um exemplo de um contrato de aluguer de um domínio, click aqui.

Caso precise de um exemplo de um contrato de leasing de um domínio, click aqui.

Mas é igualmente importante que os domainers percebam a diferença entre um termo de pesquisa num qualquer motor de busca, e um domínio que faça sentido! Existem registos de dominios que derivam da quantidade de pesquisas, mas se analisar quais vingam no mercado, vai perceber que são dominios que fazem sentido! É também tempo de dar a volta ao portfólio de domínios e deixar cair aqueles que não valem sequer o preço de registo. Deixar que o ego comande a carteira…não é uma boa opção a longo prazo. Se o domínio não tem valor, deixe-o cair. Eu não tenho um grande portfólio, mas vou deixar cair 175 domínios que considero um erro renovar o registo.

Proteja os seus premium e agarre-os com unhas e dentes. O tempo dirá que o mercado muda. A esta mudança eu dou o nome de “desenrascanço”…que leva ao engenho. Um engenho que ficará colado, mas desta vez com a melhor UHU do mercado…um premium.

Tugasti!

PS: Só neste texto é que me apercebi que nunca assinei nada do que escrevi…talvez ainda faça uma daquelas páginas que se chamam sempre “Sobre o Autor”…mas ainda não é desta.

Joao Mesquita

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Domaining 4.0, o futuro chegou.

As fases do domaining já foram explicadas anteriormente, em vários blogs, mas provavelmente eu destacaria o artigo feito pelo grande domainer Michael Berkens. Só que enquanto este excelente domainer considera que já estamos na fase 6.0, eu não vou tão longe e diria que estamos na fase 4.0.

Para mim a fase 1.0 consiste na criação do conceito de domínio de internet, como o conhecemos hoje e que nos parece banal. Só que os domínios não eram banais nos anos 90. Eram uma novidade que era oferecida, sim leu bem, os domínios eram oferecidos e só em 1995 é que se começou a cobrar para ter um. Nesta fase de domaining também incluo a criação dos registrars, para além da Network Solutions, onde a Tucows se atirou de cabeça e baixou os preços de registo dos 70$ para 10$.

Nesta fase também o público em geral se atirou de cabeça e criou a chamada dotcom bubble. Como qualquer bubble, existiu um estoiro e a crença sobre a capacidade de um domínio também desceu.

Entre a criação dos domínios, a sua apresentação ao público e as suas explosões positiva/negativa, decorreram vários anos mas é isso que considero como sendo a fase 1.0. O público ficou a conhecer de forma generalizada o que era um domínio.

A fase 2.0 acontece quando surge uma forma de monetização dos domínios, para além da criação dos próprios sites, possibilitando que se fosse uma fonte de receitas provenientes da capacidade de angariação de visitas via tráfego directo. O parking nasce e o domaining assume uma forma diferente, sendo que com o parking, o aftermarket assume um papel preponderante e faz com que não fossem só os domainers a comprarem e venderem domínios, mas também os end-user queriam obter os melhores pedaços de terra virtual. A grande diferença é que agora os domínios já rendiam ganhos significativos por si mesmos.

É nesta fase que se cria a bubble da rentabilização dos domínios e que durou em grande estilo até, mais ou menos, 2009.

A fase 3.0 vem com a perda de tráfego directo e desvio de verbas relativas a monetização. A internet em 2009 adquiriu outros comportamentos e o público em geral começou a afunilar a sua atenção para muito poucos sites, sendo que a Google começa a fazer uma triagem muito complicada dos sites que apresenta nos seus primeiros resultados e o Facebook cria uma fidelização enorme dos seus utilizadores.

Com estes factores, a percentagem de lucros que vinha dos programas de PPC enfrenta uma queda que deixa muitos domainers sem argumentos para aguentar a renovação dos seus domínios. Outro factor importante foi o facto de o aftermarket ter sido inundado de domínios e consequentemente os preços antes praticados…nunca mais o seriam.

Nesta fase 3.0, foi criada a ilusão que um domínio premium não valia sequer o preço do seu registo porque a Google resolvia todos os problemas com um bocado de magia SEO e uns quantos posts no Facebook faziam com que os “Shares” e os “Likes” fossem como coisas divinas.

Assim, os verdadeiros domainers começaram a defender os seus portfolios com recurso à afiliação, leads,  ou outro modelo directo com o end-user e não com programas de PPC como o adsense e o parking. Muitos deles continuam a investir neste modelo, criando sites com valor. Ao mesmo tempo, muitos webmasters começaram a trabalhar para a Google e para o Facebook sem serem pagos pelos mesmos. Ainda hoje se vêm enormidades de páginas do Facebook à venda em fóruns e muitas pessoas a perderem tempo na construção de sites “googlelizados”, isto é, sites feitos à medida precisa do TOS da Google e não feitos à medida dos seus visitantes.

Já lá estive e para lá não volto.

Mas nem tudo é mau. Os end-users também começaram a perceber o valor da internet porque tinham interesse em perceber como esta funcionava, de forma realmente massificada. Nesse aspecto, o Facebook foi a ferramenta mais positiva até hoje. No fundo, nesta fase 3.0 assistiu-se ao cair de um modelo de monetização de um domínio, mas ao mesmo tempo viu-se nascer a massificação da criação de conteúdos por parte de muitas pessoas que até então eram cibernautas passivos. É neste conceito que, para mim, nasce a fase onde estamos actualmente.

A fase 4.0 é relativa à quebra do preconceito do aluguer de um domínio. Este conceito até agora não era bem vista pelos end-users devido à natural desconfiança em criar um acordo de aluguer ou parceria entre domainer e end-user.

Por um lado existia a desconfiança que um end-user estaria a desenvolver um negócio em redor de um domínio e que o domainer em qualquer altura poderia desactivar o domínio e até vender a um concorrente. Por outro lado, o domainer desconfiava de um end-user que poderia dizimar o domínio via técnicas black hat. Era natural, mas nesta fase nascem soluções viáveis para que o domaining 4.0 se torne a mais duradoura e produtiva para ambas as partes de todas as outras fases.

A grande diferença entre esta e as outras fases é o conceito a longo prazo. Nesse sentido, o nascimento de serviços como a Zenscrow.com ou até sistemas mais abertos como a recente JointVentures.com (feita pelo Domain King, Rick Schwartz) leva-me a pensar que finalmente um domainer e um end-user têm condições para criar acordos benéficos.

Se por um lado o valor dos domínios desceu, por outro os end-users estão mais conscientes daquilo que a internet pode fazer pelo seu negócio. O passo natural é a procura de um domínio que satisfaça as necessidades dos seus projectos, mas hoje a economia global não permite grandes investimentos num domínio e naturalmente que este facto abre portas a novas oportunidades.

Hoje, um end-user não tem desculpas para não abordar um domainer e oferecer um acordo deste tipo. Hoje, mais do que nunca, existe a oportunidade de um qualquer negócio pequeno ter acesso ao melhor dos domínios na sua área de actuação no mercado, porque hoje um domainer tem a percepção que um domínio pode render mais a longo prazo do que simplesmente fazendo a venda do mesmo. Já para não falar na descida de preços no aftermarket e a criação de centenas de novas extensões.

Tudo dependerá de cada domainer, mas eu estou extremamente convicto de que este é o caminho mais produtivo a seguir. Também penso que deve sempre ser dada a hipótese de opção de compra ao end-user num acordo de aluguer, por exemplo. Mas o mais importante é que se tenha a percepção de que o futuro já chegou e só não aproveita quem não quer.

Nada substitui o nosso próprio site. Nada. Muita coisa pode vir a mudar na internet e muita coisa mudará, mas no final do dia nada substitui o nosso próprio site. É nele que fazemos o nosso negócio mediante o nosso plano. Se antes era difícil ter um domínio premium, hoje já não o é.

Por isso, negoceie e…aproveite!

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As novas extensões e o futuro

A ICANN, entidade gestora de extensões de domínios como a .com, já revelou há pouco tempo a lista de pedidos para a criação de novas extensões. Nesta lista figuram mais de 1000 novas extensões e é certo que muitas delas foram requisitadas por mais do que uma empresa, ou seja, para algumas extensões irá existir uma pequena guerra para obter o direito pela mesma.

Nesta lista vemos extensões como .web, .site, .inc, .horse, entre muitas outras. Umas mais razoáveis em termos de utilidade que outras, mas entretanto é importante dizer que o processo de abertura custava algo como 180.000$ (não reembolsáveis), por isso não era para quem queria, mas sim para quem podia. Fora a exorbitância de custos de manutenção. Mesmo assim, vi nascer uma empresa de seu nome Donuts Inc. que conseguiu reunir qualquer como 100 Milhões de USD para investimento nesta área.

Ou seja, para aqueles que pensam que os domínios estão a falecer só porque sim, eu cá parava para pensar se os outros são todos burros ou se só vocês é que estão bem. Boa?

Mas esta avalanche de novas extensões que supostamente são abertas em 2013 (coisa que não é provável, mas tudo bem), leva à seguinte pergunta:

Qual é o futuro do domaining?

A resposta é simples e já foi bastante discutida noutros sites, mas fica aqui a minha opinião. Talvez mais de 70% das novas extensões vão ser um fiasco para as empresas que as gerem. Quem conhece a palavra clusterfuck percebe perfeitamente aquilo que se vai passar na mente do consumidor, isto porque as pessoas não mudam de serviços só porque sim. O consumidor faz escolhas novas porque vê algo nesse novo serviço que não vê noutro. É simples. Já os factores de mudança podem ser discutidos, mas esta é uma verdade. Posto isto, porque é que alguém muda de um .com para um .site? Ou alguém muda de um .pt para um .horse?

Bom, por um lado, temos várias extensões que têm o apoio de governos por isso já se sabe que quer venda ou não, essa extensão estará disponível porque são os contribuintes que pagam. Mas como a maioria delas são extensões que têm de sobreviver de resultados, clusterfuck will happen. Para o consumidor final, irá existir uma inundação de informação de tal forma agressiva que as pessoas vão querer ficar na sua zona de conforto porque não existe uma grande mais valia. O hábito de utilização está nas extensões mais utilizadas HOJE e é muito difícil alterar essa dinâmica assim do nada. Não é impossível, mas atrevo-me a dizer que demorará gerações.

No meio disto tudo, existem extensões que vão de facto produzir resultados positivos. Não tenho dúvidas que do ponto de vista de um Registrar, existem extensões que vão ser rentáveis. Temos de pensar que vender domínios como registrar não é o mesmo que vender como Domainer, mas também é importante que os Domainers gostem da solução para alavancar a extensão e qualquer Registrar sabe e percebe isso. O problema será mesmo convencer as massas que aquela determinada extensão é a solução à .com. Ora, isto é uma utopia mas o marketing também serve para mentir. O problema é o engodo produzido porque não existe melhor extensão que a .com e já existem tantos dados que comprovam isso mesmo, que só quem realmente está de fora é que não percebe. Ou…quem tem uma agenda pessoal.

Mas, do ponto de vista do domaining, estas novas extensões trazem algo novo. Algo que até aqui era muito difícil ter na extensão .com. Premiums! Alguns Domainers vão gastar o que não têm, e pelo caminho vão deixar expirar vários .coms e ccTLDs, só para ter domínios Premium numa extensão.

Isso é engraçado e tal, até pode produzir alguns flippings interessantes, mas já existem tantas provas com outras extensões como esta euforia dá mais prejuízo que rentabilidade, que a pergunta que eu coloco é: quando é que aprendem?

Uma coisa é investir num ccTLD que se perceba a dinâmica da mesma, outra coisa é investir numa extensão genérica que ninguém conhece nem tem qualquer sentimento de pertença, ou até que não faça sentido como domain hack.

Quando estas novas extensões forem criadas, veremos uma fase no Domaining que consiste na total loucura em aftermarket. Tantos e tantos domínios à venda por quase nada, mas compradores…duvido. Gostava de saber quem compra o porn.horse. No meio desta landrush muitas pessoas vão ficar com dividas até ao pescoço e o mais estúpido é que vão deixar cair domínios mais consistentes em extensões já solidificadas no mercado.

Mas, cada um faz o que quer. O grande problema é que neste espaço de tempo em que o aftermarket é inundado de domínios inúteis, vários outros Domainers com portfólios interessantes vão ficar estagnados e muitas pessoas vão ser obrigadas a reter domínios porque o preço vai cair bruscamente. Provavelmente estamos a falar em 2 anos, mas seja como for, depois da euforia seguida de fracasso, dividas, desalento e frustração, eis que o mercado volta a acordar do coma e percebe que estava bem como estava.

Os ccTLDs continuam com o mesmo vigor de reconhecimento e a extensão .com está ainda melhor. Porquê? Simplesmente porque o consumidor de hoje também sabe dizer “LEAVE ME ALONE!”. O hábito é algo que define a raça humana e esse facto não muda só porque as empresas investem milhões a tentar convencer as pessoas do contrário. Se não existe mais valia…não mudam de forma generalizada. Isso faz com que se tenha de pensar já hoje se o plano passa por comprar domínios em extensões fashion, ou extensões que realmente resultam. Qual é a sua opção?

Em Portugal,

A PT Comunicacoes pediu a .meo;

A PT Comunicacoes pediu a .sapo;

No Brasil,

A Globo pediu a .globo;

O NIC.br pediu a .bom;

O NIC.br pediu a .final;

O banco Bradesco pediu a .bradesco;

A Ipiranga Produtos de Petroleo pediu a .ipiranga;

O banco Itau pediu a .itau; ,

A Domain Robot Serviços de Hospedagem na Internet Ltda pediu a .ltda

A Natura Cosméticos pediu a .natura;

A Empresa Municipal de Informática SA pediu a .rio;

A UBN INTERNET LTDA pediu a .uol;

A Telefonica Brasil S.A pediu a .vivo;

Vendo aqui só alguns dos pedidos, faço a seguinte pergunta, a WIPO vai fechar os olhos aos nomes genéricos?

Pense hoje para não pagar a factura de rebranding amanhã.

Fica aqui a opinião. Over and out.

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.SX abre ao público

Ontem recebi um email da 101Domain a falar sobre a abertura da extensão .SX (Sint Maarten) ao público em geral. É uma liberalização com um período sunrise, facto normal nas liberalizações, e que pode ser concorrido nas keywords mais populares.

O preço de cada dominio anda na casa dos 49.95 USD/ano, mais 10 USD de taxa por aplicação.

Mas atenção que esta fase da liberalização é a chamada LandRush. Lembra-se dos filmes sobre os Estados Unidos, com o pessoal a correr para por a bandeira num terreno? É exactamente isso mas virtualmente.

Quem quiser por a sua bandeira num dominio .SX, pode fazê-lo clicando >AQUI< e desejo desde já que o seu investimento tenha retorno!

Para perceber melhor como o Sunrise decorreu, a empresa colocou informação no site, que vou agora citar:

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Trademark Sunrise

03 May 2012 to 21 Sep 2012

Sunrise Period for Trademark holders.

  • 199.00 USD/1 Year

Application Fee: 149.00 USD

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Local Phase – Companies

22 Sep 2012 to 06 Oct 2012

Local companies in Sint Maarten may register domains in this phase.

  • 99.01 USD/1 Year

Application Fee: 0.00 USD

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Local Phase – Companies and Individuals

07 Oct 2012 to 21 Oct 2012

Companies and Individuals located in Sint Maarten may register in this phase.

  • 79.00 USD/1 Year

Application Fee: 0.00 USD

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Landrush

22 Oct 2012 to 11 Nov 2012

First chance at premium domains. Anyone can register.

  • 49.95 USD/1 Year

Application Fee: 10.00 USD

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General Availability

Starts on 15 Nov 2012

  • 45.00 USD/1 Year

Application Fee: 10.00 USD

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Ou seja, 6 meses de Sunrise para a extensão .SX, o que significa, WELL DONE Sint Maarten!

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Leilões com mais dominios em português

A Sedo, maior aftermarket de dominios do mundo, revelou hoje os dominios presentes na próxima edição do leilão Great Domains.

As boas noticias são que o número de dominios em português aumentou, bem como, a Sedo manteve a inserção de .com.br’s, o que só demonstra que o mercado internacional se está a preparar para a lusofonia. E já era tempo…

Sendo assim, os dominios que figuram esta lista (alguns deles também funcionam para espanhol) são relevantes e estão com preços baixos, na minha opinião. Também irá verificar que a Sedo voltou a apostar em .com.br’s formados por palavras em inglês. Smooth market penetration…diria.

Dominios e respectivos preços de reserva (em intervalos):

sitio.com 10,000 – 24,999 USD (dominio simplesmente fantástico)

paquete.net 500 – 999 EUR

ciclismo.co 100 – 499 USD

homeopatia.com.br 1,000 – 4,999 EUR

islands.com.br 1,000 – 4,999 USD

brazilrealestate.com.br 1,000 – 4,999 USD

bananaboat.com.br 5,000 – 9,999 USD

irlanda.com 1,000 – 4,999 EUR (como amante de GEOs que sou, estou tentado)

completo.com 1,000 – 4,999 USD

Veja a lista completa clicando –> AQUI <– e faça bons negócios!

 

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