As novas extensões e o futuro

A ICANN, entidade gestora de extensões de domínios como a .com, já revelou há pouco tempo a lista de pedidos para a criação de novas extensões. Nesta lista figuram mais de 1000 novas extensões e é certo que muitas delas foram requisitadas por mais do que uma empresa, ou seja, para algumas extensões irá existir uma pequena guerra para obter o direito pela mesma.

Nesta lista vemos extensões como .web, .site, .inc, .horse, entre muitas outras. Umas mais razoáveis em termos de utilidade que outras, mas entretanto é importante dizer que o processo de abertura custava algo como 180.000$ (não reembolsáveis), por isso não era para quem queria, mas sim para quem podia. Fora a exorbitância de custos de manutenção. Mesmo assim, vi nascer uma empresa de seu nome Donuts Inc. que conseguiu reunir qualquer como 100 Milhões de USD para investimento nesta área.

Ou seja, para aqueles que pensam que os domínios estão a falecer só porque sim, eu cá parava para pensar se os outros são todos burros ou se só vocês é que estão bem. Boa?

Mas esta avalanche de novas extensões que supostamente são abertas em 2013 (coisa que não é provável, mas tudo bem), leva à seguinte pergunta:

Qual é o futuro do domaining?

A resposta é simples e já foi bastante discutida noutros sites, mas fica aqui a minha opinião. Talvez mais de 70% das novas extensões vão ser um fiasco para as empresas que as gerem. Quem conhece a palavra clusterfuck percebe perfeitamente aquilo que se vai passar na mente do consumidor, isto porque as pessoas não mudam de serviços só porque sim. O consumidor faz escolhas novas porque vê algo nesse novo serviço que não vê noutro. É simples. Já os factores de mudança podem ser discutidos, mas esta é uma verdade. Posto isto, porque é que alguém muda de um .com para um .site? Ou alguém muda de um .pt para um .horse?

Bom, por um lado, temos várias extensões que têm o apoio de governos por isso já se sabe que quer venda ou não, essa extensão estará disponível porque são os contribuintes que pagam. Mas como a maioria delas são extensões que têm de sobreviver de resultados, clusterfuck will happen. Para o consumidor final, irá existir uma inundação de informação de tal forma agressiva que as pessoas vão querer ficar na sua zona de conforto porque não existe uma grande mais valia. O hábito de utilização está nas extensões mais utilizadas HOJE e é muito difícil alterar essa dinâmica assim do nada. Não é impossível, mas atrevo-me a dizer que demorará gerações.

No meio disto tudo, existem extensões que vão de facto produzir resultados positivos. Não tenho dúvidas que do ponto de vista de um Registrar, existem extensões que vão ser rentáveis. Temos de pensar que vender domínios como registrar não é o mesmo que vender como Domainer, mas também é importante que os Domainers gostem da solução para alavancar a extensão e qualquer Registrar sabe e percebe isso. O problema será mesmo convencer as massas que aquela determinada extensão é a solução à .com. Ora, isto é uma utopia mas o marketing também serve para mentir. O problema é o engodo produzido porque não existe melhor extensão que a .com e já existem tantos dados que comprovam isso mesmo, que só quem realmente está de fora é que não percebe. Ou…quem tem uma agenda pessoal.

Mas, do ponto de vista do domaining, estas novas extensões trazem algo novo. Algo que até aqui era muito difícil ter na extensão .com. Premiums! Alguns Domainers vão gastar o que não têm, e pelo caminho vão deixar expirar vários .coms e ccTLDs, só para ter domínios Premium numa extensão.

Isso é engraçado e tal, até pode produzir alguns flippings interessantes, mas já existem tantas provas com outras extensões como esta euforia dá mais prejuízo que rentabilidade, que a pergunta que eu coloco é: quando é que aprendem?

Uma coisa é investir num ccTLD que se perceba a dinâmica da mesma, outra coisa é investir numa extensão genérica que ninguém conhece nem tem qualquer sentimento de pertença, ou até que não faça sentido como domain hack.

Quando estas novas extensões forem criadas, veremos uma fase no Domaining que consiste na total loucura em aftermarket. Tantos e tantos domínios à venda por quase nada, mas compradores…duvido. Gostava de saber quem compra o porn.horse. No meio desta landrush muitas pessoas vão ficar com dividas até ao pescoço e o mais estúpido é que vão deixar cair domínios mais consistentes em extensões já solidificadas no mercado.

Mas, cada um faz o que quer. O grande problema é que neste espaço de tempo em que o aftermarket é inundado de domínios inúteis, vários outros Domainers com portfólios interessantes vão ficar estagnados e muitas pessoas vão ser obrigadas a reter domínios porque o preço vai cair bruscamente. Provavelmente estamos a falar em 2 anos, mas seja como for, depois da euforia seguida de fracasso, dividas, desalento e frustração, eis que o mercado volta a acordar do coma e percebe que estava bem como estava.

Os ccTLDs continuam com o mesmo vigor de reconhecimento e a extensão .com está ainda melhor. Porquê? Simplesmente porque o consumidor de hoje também sabe dizer “LEAVE ME ALONE!”. O hábito é algo que define a raça humana e esse facto não muda só porque as empresas investem milhões a tentar convencer as pessoas do contrário. Se não existe mais valia…não mudam de forma generalizada. Isso faz com que se tenha de pensar já hoje se o plano passa por comprar domínios em extensões fashion, ou extensões que realmente resultam. Qual é a sua opção?

Em Portugal,

A PT Comunicacoes pediu a .meo;

A PT Comunicacoes pediu a .sapo;

No Brasil,

A Globo pediu a .globo;

O NIC.br pediu a .bom;

O NIC.br pediu a .final;

O banco Bradesco pediu a .bradesco;

A Ipiranga Produtos de Petroleo pediu a .ipiranga;

O banco Itau pediu a .itau; ,

A Domain Robot Serviços de Hospedagem na Internet Ltda pediu a .ltda

A Natura Cosméticos pediu a .natura;

A Empresa Municipal de Informática SA pediu a .rio;

A UBN INTERNET LTDA pediu a .uol;

A Telefonica Brasil S.A pediu a .vivo;

Vendo aqui só alguns dos pedidos, faço a seguinte pergunta, a WIPO vai fechar os olhos aos nomes genéricos?

Pense hoje para não pagar a factura de rebranding amanhã.

Fica aqui a opinião. Over and out.

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Como registar determinados ccTLDs

Já se falou em ccTLDs neste blog, mas no decorrer da exploração da internet chegamos todos a um ponto em que queremos explorar novos campos, novos mercados, novos idiomas e consequentemente…novas extensões!

Um ccTLD é um domínio registado numa extensão de um país, por exemplo domainer.pt…tada! Ou seja, a extensão .pt é referente a Portugal e o domínio registado é “domainer”, como tal, o ccTLD é domainer.pt.

O problema com que muitos domainers, e mesmo empresas que querem diversificar o seu público-alvo, se deparam frequentemente prende-se com o facto de certas extensões terem restrições ao seu registo. Já lhe aconteceu querer registar um domínio e não conseguir porque tinha de ser um cidadão nesse país, ter uma marca registada nesse país ou uma empresa também nesse país? É exactamente sobre isso que lhe vamos falar. Hang on!

Mas atenção, não é preciso ser um país para uma extensão ter restrições. A extensão .EU , por exemplo, é restrita aos cidadãos de um Estado Membro da União Europeia. Sinceramente, parece-me um preciosismo desnecessário europeu, mas quanto a isso não há grande coisa a fazer, ou há???

Claro que há.

Se você sempre quis ter aquele domínio de internet, naquela extensão e não conseguiu até agora, pois bem, pense de novo.

Embora normalmente as entidades que gerem as extensões tenham sites próprios para os registos de domínios, estou-me a lembrar agora da dns.cv, também é verdade que muitas delas não lhe deixam registar o domínio porque não está devidamente qualificado para tal.

Com base neste problema, surgiram alguns registrars que ofereciam a solução para que o titular de um domínio tivesse uma presença válida no país da extensão, tornando assim possível o registo do domínio. A Representação fornecida por estes registrars tornou muitos investimentos viáveis e os seus serviços muito úteis, mas existem duas desvantagens:

– serviço lento: registar um domínio com representação não é como registar um .com. Existem condições legais que têm de ser cumpridas e por isso o serviço é mais lento que o normal. Mas sem este serviço também não teria o domínio, por isso vale a pena!

– domínios mais caros: claro, se você recorre a este serviço, é óbvio que poderá contar com domínios mais caros. Existem custos inerentes à criação destes serviço e depois isso reflete-se no preço dos domínios. Mas se me perguntar se prefiro abrir uma empresa num país que não conheço nada (ou registar uma marca), ou então pagar mais um pouco por um serviço de representação…eu diria que o preço da representação até é barato!

Hoje damos a conhecer duas empresas que se dedicaram não só a ccTLDs, como também, a fornecer serviços de representação. Em ambas as empresas terá de ver se a extensão em causa tem representação ou não. Mas a diversidade de extensões em ambas é enorme por isso vale a pena explorar todas as possibilidades.

EuroDNS

É uma empresa europeia que já conheço há muitos anos e que tem qualidade no que faz. Recomendo os seus serviços porque já existe uma experiência anterior. Tem meios de pagamento acessíveis mas não tem paypal. A não ser que já o tenham incluído entretanto, as formas de pagamento são transferência bancária e cartão de crédito.

O suporte é bom e rápido.

101Domain

É uma empresa norte-americana que também já conheço bastante bem e que tem algumas falhas no que respeita ao suporte. É algo estranho, mas o que conta é que os registos são feitos. Simplesmente terá que tomar um xanax ou assim antes de clicar no “live chat support”, caso queira ter suporte imediato e ter muita, mas muita paciência com o operador. Em termos de pagamentos, tem paypal por isso já é uma vantagem.

Lentos mas executam.

 

Se pretende registar ccTLDs que nunca tinha conseguido, então estes dois registrars têm o que você PRECISA! Clique nas imagens para começar a sua aventura nos ccTLDs!

Bons registos!

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