T.R.A.F.F.I.C. – O debate sobre as novas extensões Parte II

Na maior convenção de Domaining, T.R.A.F.F.I.C., desta vez na Flórida, foi feito um debate com pessoas bastante influentes no sector que vale MESMO a pena ver. Se não sabe o que é esta convenção, meu caro leitor só lhe posso dizer por experiência própria que é onde você como Domainer quer estar.

O debate tem duas partes e eis a última. Esta discussão reúne pessoas que estão diretamente ligadas a empresas que vão lançar novas extensões, bem como, pessoas que (ainda) não acreditam no sucesso das extensões. A equipa que das novas extensões foi apelidada de “Team Schilling” e é composta por Frank Schilling, Monte Cahn, Jeff Saas, and Tim Johnson. A equipa “oponente” dá pelo nome de “Team Schwartz” e tem no seu elenco Rick Schwartz e Lonnie Borck.

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Joao Mesquita

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T.R.A.F.F.I.C. – O debate sobre as novas extensões Parte I

Já muito foi dito por toda a internet sobre as novas extensões. Se são bons investimentos, se vão falir, se vão isto, se vão aquilo.

Na maior convenção de Domaining, T.R.A.F.F.I.C., desta vez na Flórida, foi feito um debate com pessoas bastante influentes no sector que vale MESMO a pena ver. Se não sabe o que é esta convenção, meu caro leitor só lhe posso dizer por experiência própria que é onde você como Domainer quer estar.

O debate tem duas partes, mas só uma foi publicada por isso aguarde pela próxima. Esta discussão reúne pessoas que estão diretamente ligadas a empresas que vão lançar novas extensões, bem como, pessoas que (ainda) não acreditam no sucesso das extensões. A equipa que das novas extensões foi apelidada de “Team Schilling” e é composta por Frank Schilling, Monte Cahn, Jeff Saas, and Tim Johnson. A equipa “oponente” dá pelo nome de “Team Schwartz” e tem no seu elenco Rick Schwartz e Lonnie Borck.

São 40 minutos de conversa produtiva e inclui um inquérito feito na rua a comerciantes locais, conduzido por Howard Neu. Veja o que o comum mortal sabe sobre as novas extensões. Eu já fiz este teste por cá e tive os mesmos resultados. Não é nada difícil fazer isto. Vá a qualquer loja e pergunte.

Aaaaahhhhhh já tenho saudades do T.R.A.F.F.I.C.

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Joao Mesquita

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Domaining 4.0, o futuro chegou.

As fases do domaining já foram explicadas anteriormente, em vários blogs, mas provavelmente eu destacaria o artigo feito pelo grande domainer Michael Berkens. Só que enquanto este excelente domainer considera que já estamos na fase 6.0, eu não vou tão longe e diria que estamos na fase 4.0.

Para mim a fase 1.0 consiste na criação do conceito de domínio de internet, como o conhecemos hoje e que nos parece banal. Só que os domínios não eram banais nos anos 90. Eram uma novidade que era oferecida, sim leu bem, os domínios eram oferecidos e só em 1995 é que se começou a cobrar para ter um. Nesta fase de domaining também incluo a criação dos registrars, para além da Network Solutions, onde a Tucows se atirou de cabeça e baixou os preços de registo dos 70$ para 10$.

Nesta fase também o público em geral se atirou de cabeça e criou a chamada dotcom bubble. Como qualquer bubble, existiu um estoiro e a crença sobre a capacidade de um domínio também desceu.

Entre a criação dos domínios, a sua apresentação ao público e as suas explosões positiva/negativa, decorreram vários anos mas é isso que considero como sendo a fase 1.0. O público ficou a conhecer de forma generalizada o que era um domínio.

A fase 2.0 acontece quando surge uma forma de monetização dos domínios, para além da criação dos próprios sites, possibilitando que se fosse uma fonte de receitas provenientes da capacidade de angariação de visitas via tráfego directo. O parking nasce e o domaining assume uma forma diferente, sendo que com o parking, o aftermarket assume um papel preponderante e faz com que não fossem só os domainers a comprarem e venderem domínios, mas também os end-user queriam obter os melhores pedaços de terra virtual. A grande diferença é que agora os domínios já rendiam ganhos significativos por si mesmos.

É nesta fase que se cria a bubble da rentabilização dos domínios e que durou em grande estilo até, mais ou menos, 2009.

A fase 3.0 vem com a perda de tráfego directo e desvio de verbas relativas a monetização. A internet em 2009 adquiriu outros comportamentos e o público em geral começou a afunilar a sua atenção para muito poucos sites, sendo que a Google começa a fazer uma triagem muito complicada dos sites que apresenta nos seus primeiros resultados e o Facebook cria uma fidelização enorme dos seus utilizadores.

Com estes factores, a percentagem de lucros que vinha dos programas de PPC enfrenta uma queda que deixa muitos domainers sem argumentos para aguentar a renovação dos seus domínios. Outro factor importante foi o facto de o aftermarket ter sido inundado de domínios e consequentemente os preços antes praticados…nunca mais o seriam.

Nesta fase 3.0, foi criada a ilusão que um domínio premium não valia sequer o preço do seu registo porque a Google resolvia todos os problemas com um bocado de magia SEO e uns quantos posts no Facebook faziam com que os “Shares” e os “Likes” fossem como coisas divinas.

Assim, os verdadeiros domainers começaram a defender os seus portfolios com recurso à afiliação, leads,  ou outro modelo directo com o end-user e não com programas de PPC como o adsense e o parking. Muitos deles continuam a investir neste modelo, criando sites com valor. Ao mesmo tempo, muitos webmasters começaram a trabalhar para a Google e para o Facebook sem serem pagos pelos mesmos. Ainda hoje se vêm enormidades de páginas do Facebook à venda em fóruns e muitas pessoas a perderem tempo na construção de sites “googlelizados”, isto é, sites feitos à medida precisa do TOS da Google e não feitos à medida dos seus visitantes.

Já lá estive e para lá não volto.

Mas nem tudo é mau. Os end-users também começaram a perceber o valor da internet porque tinham interesse em perceber como esta funcionava, de forma realmente massificada. Nesse aspecto, o Facebook foi a ferramenta mais positiva até hoje. No fundo, nesta fase 3.0 assistiu-se ao cair de um modelo de monetização de um domínio, mas ao mesmo tempo viu-se nascer a massificação da criação de conteúdos por parte de muitas pessoas que até então eram cibernautas passivos. É neste conceito que, para mim, nasce a fase onde estamos actualmente.

A fase 4.0 é relativa à quebra do preconceito do aluguer de um domínio. Este conceito até agora não era bem vista pelos end-users devido à natural desconfiança em criar um acordo de aluguer ou parceria entre domainer e end-user.

Por um lado existia a desconfiança que um end-user estaria a desenvolver um negócio em redor de um domínio e que o domainer em qualquer altura poderia desactivar o domínio e até vender a um concorrente. Por outro lado, o domainer desconfiava de um end-user que poderia dizimar o domínio via técnicas black hat. Era natural, mas nesta fase nascem soluções viáveis para que o domaining 4.0 se torne a mais duradoura e produtiva para ambas as partes de todas as outras fases.

A grande diferença entre esta e as outras fases é o conceito a longo prazo. Nesse sentido, o nascimento de serviços como a Zenscrow.com ou até sistemas mais abertos como a recente JointVentures.com (feita pelo Domain King, Rick Schwartz) leva-me a pensar que finalmente um domainer e um end-user têm condições para criar acordos benéficos.

Se por um lado o valor dos domínios desceu, por outro os end-users estão mais conscientes daquilo que a internet pode fazer pelo seu negócio. O passo natural é a procura de um domínio que satisfaça as necessidades dos seus projectos, mas hoje a economia global não permite grandes investimentos num domínio e naturalmente que este facto abre portas a novas oportunidades.

Hoje, um end-user não tem desculpas para não abordar um domainer e oferecer um acordo deste tipo. Hoje, mais do que nunca, existe a oportunidade de um qualquer negócio pequeno ter acesso ao melhor dos domínios na sua área de actuação no mercado, porque hoje um domainer tem a percepção que um domínio pode render mais a longo prazo do que simplesmente fazendo a venda do mesmo. Já para não falar na descida de preços no aftermarket e a criação de centenas de novas extensões.

Tudo dependerá de cada domainer, mas eu estou extremamente convicto de que este é o caminho mais produtivo a seguir. Também penso que deve sempre ser dada a hipótese de opção de compra ao end-user num acordo de aluguer, por exemplo. Mas o mais importante é que se tenha a percepção de que o futuro já chegou e só não aproveita quem não quer.

Nada substitui o nosso próprio site. Nada. Muita coisa pode vir a mudar na internet e muita coisa mudará, mas no final do dia nada substitui o nosso próprio site. É nele que fazemos o nosso negócio mediante o nosso plano. Se antes era difícil ter um domínio premium, hoje já não o é.

Por isso, negoceie e…aproveite!

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As novas extensões e o futuro

A ICANN, entidade gestora de extensões de domínios como a .com, já revelou há pouco tempo a lista de pedidos para a criação de novas extensões. Nesta lista figuram mais de 1000 novas extensões e é certo que muitas delas foram requisitadas por mais do que uma empresa, ou seja, para algumas extensões irá existir uma pequena guerra para obter o direito pela mesma.

Nesta lista vemos extensões como .web, .site, .inc, .horse, entre muitas outras. Umas mais razoáveis em termos de utilidade que outras, mas entretanto é importante dizer que o processo de abertura custava algo como 180.000$ (não reembolsáveis), por isso não era para quem queria, mas sim para quem podia. Fora a exorbitância de custos de manutenção. Mesmo assim, vi nascer uma empresa de seu nome Donuts Inc. que conseguiu reunir qualquer como 100 Milhões de USD para investimento nesta área.

Ou seja, para aqueles que pensam que os domínios estão a falecer só porque sim, eu cá parava para pensar se os outros são todos burros ou se só vocês é que estão bem. Boa?

Mas esta avalanche de novas extensões que supostamente são abertas em 2013 (coisa que não é provável, mas tudo bem), leva à seguinte pergunta:

Qual é o futuro do domaining?

A resposta é simples e já foi bastante discutida noutros sites, mas fica aqui a minha opinião. Talvez mais de 70% das novas extensões vão ser um fiasco para as empresas que as gerem. Quem conhece a palavra clusterfuck percebe perfeitamente aquilo que se vai passar na mente do consumidor, isto porque as pessoas não mudam de serviços só porque sim. O consumidor faz escolhas novas porque vê algo nesse novo serviço que não vê noutro. É simples. Já os factores de mudança podem ser discutidos, mas esta é uma verdade. Posto isto, porque é que alguém muda de um .com para um .site? Ou alguém muda de um .pt para um .horse?

Bom, por um lado, temos várias extensões que têm o apoio de governos por isso já se sabe que quer venda ou não, essa extensão estará disponível porque são os contribuintes que pagam. Mas como a maioria delas são extensões que têm de sobreviver de resultados, clusterfuck will happen. Para o consumidor final, irá existir uma inundação de informação de tal forma agressiva que as pessoas vão querer ficar na sua zona de conforto porque não existe uma grande mais valia. O hábito de utilização está nas extensões mais utilizadas HOJE e é muito difícil alterar essa dinâmica assim do nada. Não é impossível, mas atrevo-me a dizer que demorará gerações.

No meio disto tudo, existem extensões que vão de facto produzir resultados positivos. Não tenho dúvidas que do ponto de vista de um Registrar, existem extensões que vão ser rentáveis. Temos de pensar que vender domínios como registrar não é o mesmo que vender como Domainer, mas também é importante que os Domainers gostem da solução para alavancar a extensão e qualquer Registrar sabe e percebe isso. O problema será mesmo convencer as massas que aquela determinada extensão é a solução à .com. Ora, isto é uma utopia mas o marketing também serve para mentir. O problema é o engodo produzido porque não existe melhor extensão que a .com e já existem tantos dados que comprovam isso mesmo, que só quem realmente está de fora é que não percebe. Ou…quem tem uma agenda pessoal.

Mas, do ponto de vista do domaining, estas novas extensões trazem algo novo. Algo que até aqui era muito difícil ter na extensão .com. Premiums! Alguns Domainers vão gastar o que não têm, e pelo caminho vão deixar expirar vários .coms e ccTLDs, só para ter domínios Premium numa extensão.

Isso é engraçado e tal, até pode produzir alguns flippings interessantes, mas já existem tantas provas com outras extensões como esta euforia dá mais prejuízo que rentabilidade, que a pergunta que eu coloco é: quando é que aprendem?

Uma coisa é investir num ccTLD que se perceba a dinâmica da mesma, outra coisa é investir numa extensão genérica que ninguém conhece nem tem qualquer sentimento de pertença, ou até que não faça sentido como domain hack.

Quando estas novas extensões forem criadas, veremos uma fase no Domaining que consiste na total loucura em aftermarket. Tantos e tantos domínios à venda por quase nada, mas compradores…duvido. Gostava de saber quem compra o porn.horse. No meio desta landrush muitas pessoas vão ficar com dividas até ao pescoço e o mais estúpido é que vão deixar cair domínios mais consistentes em extensões já solidificadas no mercado.

Mas, cada um faz o que quer. O grande problema é que neste espaço de tempo em que o aftermarket é inundado de domínios inúteis, vários outros Domainers com portfólios interessantes vão ficar estagnados e muitas pessoas vão ser obrigadas a reter domínios porque o preço vai cair bruscamente. Provavelmente estamos a falar em 2 anos, mas seja como for, depois da euforia seguida de fracasso, dividas, desalento e frustração, eis que o mercado volta a acordar do coma e percebe que estava bem como estava.

Os ccTLDs continuam com o mesmo vigor de reconhecimento e a extensão .com está ainda melhor. Porquê? Simplesmente porque o consumidor de hoje também sabe dizer “LEAVE ME ALONE!”. O hábito é algo que define a raça humana e esse facto não muda só porque as empresas investem milhões a tentar convencer as pessoas do contrário. Se não existe mais valia…não mudam de forma generalizada. Isso faz com que se tenha de pensar já hoje se o plano passa por comprar domínios em extensões fashion, ou extensões que realmente resultam. Qual é a sua opção?

Em Portugal,

A PT Comunicacoes pediu a .meo;

A PT Comunicacoes pediu a .sapo;

No Brasil,

A Globo pediu a .globo;

O NIC.br pediu a .bom;

O NIC.br pediu a .final;

O banco Bradesco pediu a .bradesco;

A Ipiranga Produtos de Petroleo pediu a .ipiranga;

O banco Itau pediu a .itau; ,

A Domain Robot Serviços de Hospedagem na Internet Ltda pediu a .ltda

A Natura Cosméticos pediu a .natura;

A Empresa Municipal de Informática SA pediu a .rio;

A UBN INTERNET LTDA pediu a .uol;

A Telefonica Brasil S.A pediu a .vivo;

Vendo aqui só alguns dos pedidos, faço a seguinte pergunta, a WIPO vai fechar os olhos aos nomes genéricos?

Pense hoje para não pagar a factura de rebranding amanhã.

Fica aqui a opinião. Over and out.

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