O problema dos domínios .pt

Eu sou, sempre fui e sempre serei um defensor do aluguer de domínios, com uma cláusula de opção de compra futura. É a melhor forma de rentabilização de um domínio para o seu titular, bem como, a melhor forma que uma empresa tem para perceber o benefício da obtenção futura desse mesmo domínio.

Mas, se a transação for feita entre domainers o caso muda de figura. Não há muitos domainers que queiram alugar um domínio, até porque não existem muitas formas de se rentabilizar um domínio sem recorrer ao fraco PPC, ou às manipulações constantes de afiliações…ou seja, na maioria dos casos não existe um benefício no aluguer para um domainer.

Se você for como eu, que se dedica a encontrar o end user para um domínio, ou se for um CEO, então gostaria de partilhar algo consigo.

Com a abertura da extensão .pt, vários domínios premium ficaram livres para registo a preço de registrar. Provavelmente você tem alguns. Seria lógico que os rapazes da informática das grandes empresas fizessem um favor ao seu próprio posto de trabalho e quisessem ter esses premiums, mas isso não aconteceu. Posto isto,  vamos falar sobre aquelas empresas que estão ainda na “incubadora” de milhares de pessoas por este país fora, provavelmente como a sua.

Como já disse noutro artigo, só no mês de Janeiro já recebi mais propostas por domínios meus, do que no ano anterior. Isto já é um sinal claro que as pessoas estão a passar para um estado de “incubadora”, mas há aqui um padrão de comportamento que tem de ser esclarecido.

Não existe nada mais segmentado para o nosso país do que a nossa própria extensão (.pt). Com isto não quero dizer que a .com não seja melhor, porque é e vai continuar a ser, mas a seguir à .com…só a .pt para o nosso país. Prova disso é o facto de as maiores empresas, ou os maiores projectos a nível nacional, estarem todos nesta extensão, seja qual for a área de negócios.

Galp, BES, OLX, Sapo, EDP, REMAX, Audi, Continente, Publico, entre outros, têm diferentes negócios, mas uma extensão idêntica. Antes que faça a pergunta “porque é que não existem genéricos nessa lista?”, lembre-se que só em Maio é que existiu essa abertura. As incubadoras ainda estão a trabalhar e isso leva tempo. E se ler novamente, até estão lá genéricos, mas isso é outro tema de conversa.

MAS, se a extensão não é o problema e um premium é sempre OURO, qual é o problema???

O que eu tenho notado é uma simples projecção de um falhanço futuro que as pessoas incutem aos seus próprios projectos, que as leva naturalmente a não aceitar sequer um valor baixo de aluguer de um domínio. O problema não é o domínio, e na maioria dos casos do preço do domínio, mas sim dos projectos que as pessoas têm.

Se as pessoas não aceitam algo como 300€ ou 500€ de aluguer, isto significa que o seu projecto não vale sequer 20€.

Se não percebem que com aquele domínio (que as fez enviar um email ao seu titular e não ao contrário), vão conseguir abranger todo o mercado nacional; fazer vendas sem os custos de uma loja física que fica restrita à área local; ficar na mente das pessoas sem grande esforço; obter mais clientes a visitar a loja virtual num mês, do que numa loja física em todo o ano; entre outras vantagens, então há algo que está mal e não é o domínio, nem um preço baixo de aluguer! O projecto é que está a falhar, simplesmente porque não faz com que as pessoas  arrisquem. Arriscar é algo inerente a qualquer negócio e se 300€ ou 500€ por mês o faz parar…então para quê começar?

Se pensa que o seu projecto fica melhor servido numa loja física, força nisso. Eu não digo a ninguém para não o fazer. Mas por experiência própria posso dizer que a quantia a ser gasta será muito superior a 300€ ou 500€. Aliás, qual é problema de ter uma renda de 5000€ se o seu projecto rende mais do que isso? Há aqui um padrão que manifestamente não está relacionado com um domínio, mas se teima em não querer perceber este facto…só lhe posso sugerir para arranjar um emprego. É mais “seguro”.

 

Bons negócios!

 

Joao Mesquita

 

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Domaining 4.0, o futuro chegou.

As fases do domaining já foram explicadas anteriormente, em vários blogs, mas provavelmente eu destacaria o artigo feito pelo grande domainer Michael Berkens. Só que enquanto este excelente domainer considera que já estamos na fase 6.0, eu não vou tão longe e diria que estamos na fase 4.0.

Para mim a fase 1.0 consiste na criação do conceito de domínio de internet, como o conhecemos hoje e que nos parece banal. Só que os domínios não eram banais nos anos 90. Eram uma novidade que era oferecida, sim leu bem, os domínios eram oferecidos e só em 1995 é que se começou a cobrar para ter um. Nesta fase de domaining também incluo a criação dos registrars, para além da Network Solutions, onde a Tucows se atirou de cabeça e baixou os preços de registo dos 70$ para 10$.

Nesta fase também o público em geral se atirou de cabeça e criou a chamada dotcom bubble. Como qualquer bubble, existiu um estoiro e a crença sobre a capacidade de um domínio também desceu.

Entre a criação dos domínios, a sua apresentação ao público e as suas explosões positiva/negativa, decorreram vários anos mas é isso que considero como sendo a fase 1.0. O público ficou a conhecer de forma generalizada o que era um domínio.

A fase 2.0 acontece quando surge uma forma de monetização dos domínios, para além da criação dos próprios sites, possibilitando que se fosse uma fonte de receitas provenientes da capacidade de angariação de visitas via tráfego directo. O parking nasce e o domaining assume uma forma diferente, sendo que com o parking, o aftermarket assume um papel preponderante e faz com que não fossem só os domainers a comprarem e venderem domínios, mas também os end-user queriam obter os melhores pedaços de terra virtual. A grande diferença é que agora os domínios já rendiam ganhos significativos por si mesmos.

É nesta fase que se cria a bubble da rentabilização dos domínios e que durou em grande estilo até, mais ou menos, 2009.

A fase 3.0 vem com a perda de tráfego directo e desvio de verbas relativas a monetização. A internet em 2009 adquiriu outros comportamentos e o público em geral começou a afunilar a sua atenção para muito poucos sites, sendo que a Google começa a fazer uma triagem muito complicada dos sites que apresenta nos seus primeiros resultados e o Facebook cria uma fidelização enorme dos seus utilizadores.

Com estes factores, a percentagem de lucros que vinha dos programas de PPC enfrenta uma queda que deixa muitos domainers sem argumentos para aguentar a renovação dos seus domínios. Outro factor importante foi o facto de o aftermarket ter sido inundado de domínios e consequentemente os preços antes praticados…nunca mais o seriam.

Nesta fase 3.0, foi criada a ilusão que um domínio premium não valia sequer o preço do seu registo porque a Google resolvia todos os problemas com um bocado de magia SEO e uns quantos posts no Facebook faziam com que os “Shares” e os “Likes” fossem como coisas divinas.

Assim, os verdadeiros domainers começaram a defender os seus portfolios com recurso à afiliação, leads,  ou outro modelo directo com o end-user e não com programas de PPC como o adsense e o parking. Muitos deles continuam a investir neste modelo, criando sites com valor. Ao mesmo tempo, muitos webmasters começaram a trabalhar para a Google e para o Facebook sem serem pagos pelos mesmos. Ainda hoje se vêm enormidades de páginas do Facebook à venda em fóruns e muitas pessoas a perderem tempo na construção de sites “googlelizados”, isto é, sites feitos à medida precisa do TOS da Google e não feitos à medida dos seus visitantes.

Já lá estive e para lá não volto.

Mas nem tudo é mau. Os end-users também começaram a perceber o valor da internet porque tinham interesse em perceber como esta funcionava, de forma realmente massificada. Nesse aspecto, o Facebook foi a ferramenta mais positiva até hoje. No fundo, nesta fase 3.0 assistiu-se ao cair de um modelo de monetização de um domínio, mas ao mesmo tempo viu-se nascer a massificação da criação de conteúdos por parte de muitas pessoas que até então eram cibernautas passivos. É neste conceito que, para mim, nasce a fase onde estamos actualmente.

A fase 4.0 é relativa à quebra do preconceito do aluguer de um domínio. Este conceito até agora não era bem vista pelos end-users devido à natural desconfiança em criar um acordo de aluguer ou parceria entre domainer e end-user.

Por um lado existia a desconfiança que um end-user estaria a desenvolver um negócio em redor de um domínio e que o domainer em qualquer altura poderia desactivar o domínio e até vender a um concorrente. Por outro lado, o domainer desconfiava de um end-user que poderia dizimar o domínio via técnicas black hat. Era natural, mas nesta fase nascem soluções viáveis para que o domaining 4.0 se torne a mais duradoura e produtiva para ambas as partes de todas as outras fases.

A grande diferença entre esta e as outras fases é o conceito a longo prazo. Nesse sentido, o nascimento de serviços como a Zenscrow.com ou até sistemas mais abertos como a recente JointVentures.com (feita pelo Domain King, Rick Schwartz) leva-me a pensar que finalmente um domainer e um end-user têm condições para criar acordos benéficos.

Se por um lado o valor dos domínios desceu, por outro os end-users estão mais conscientes daquilo que a internet pode fazer pelo seu negócio. O passo natural é a procura de um domínio que satisfaça as necessidades dos seus projectos, mas hoje a economia global não permite grandes investimentos num domínio e naturalmente que este facto abre portas a novas oportunidades.

Hoje, um end-user não tem desculpas para não abordar um domainer e oferecer um acordo deste tipo. Hoje, mais do que nunca, existe a oportunidade de um qualquer negócio pequeno ter acesso ao melhor dos domínios na sua área de actuação no mercado, porque hoje um domainer tem a percepção que um domínio pode render mais a longo prazo do que simplesmente fazendo a venda do mesmo. Já para não falar na descida de preços no aftermarket e a criação de centenas de novas extensões.

Tudo dependerá de cada domainer, mas eu estou extremamente convicto de que este é o caminho mais produtivo a seguir. Também penso que deve sempre ser dada a hipótese de opção de compra ao end-user num acordo de aluguer, por exemplo. Mas o mais importante é que se tenha a percepção de que o futuro já chegou e só não aproveita quem não quer.

Nada substitui o nosso próprio site. Nada. Muita coisa pode vir a mudar na internet e muita coisa mudará, mas no final do dia nada substitui o nosso próprio site. É nele que fazemos o nosso negócio mediante o nosso plano. Se antes era difícil ter um domínio premium, hoje já não o é.

Por isso, negoceie e…aproveite!

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O que são Domain Hacks

Encontrar um bom domínio para o seu projecto pode ser uma das tarefas mais complicadas para a maioria das pessoas, se por um lado é importante que o domínio seja memorável e pequeno, por outro lado a introdução de palavras-chave nos mesmos facilita todo o processo de SEO inerente.

Alguns projectos abdicam dos domínios tradicionais, com palavras chave na sua composição, criando um nome memorizável, curto e bastante fácil de trabalhar a nível de branding. Muitos desses domínios são palavras construídas exactamente para esse efeito, sem grandes significados e construídos a pensar na criação de campanhas de marketing virais que podem ficar no ouvido dos leitores por muito tempo.

Hoje em dia é cada vez mais difícil encontrar domínios interessantes ainda disponíveis, já que são cada vez mais os empresários que se dedicam à procura desses mesmos domínios para posterior venda a interessados internacionais. Por isso, encontrar um domínio interessante e ainda disponível é meio caminho andado para alcançar o tão desejado sucesso que um empreendedor deseja.

Desta forma, há cada vez mais pessoas a procurar domínios hacks, ou seja, possíveis soluções que combinando uma palavra com a sua extensão pode dar um significado interessante ao domínio e com isso contribuir para a memorização fácil do mesmo e para campanhas de marketing extremamente interessantes.

Domain Hack – O que é?

Os domain hacks estão a tornar-se cada vez mais populares, no entanto ainda existem muitas dúvidas relativamente ao que são, às suas vantagens e para que servem exactamente.

Um domain hack permite aos empreendedores a criação de campanhas extremamente virais e com significados bastante específicos. Este tipo de domínios combinam palavras significativas, com TLD’s e subdomínios que em conjunto formam uma expressão extremamente comum e com significados bastante simples que podem ser transformados em slogans, em títulos para websites e até em acções que os leitores vão aceitar muito facilmente.

Em termos práticos significa utilizar de forma inteligente uma palavra em conjunto com uma determinada extensão de domínios. Dado que a maioria dos domain hacks evidentes estão registados, é muita a procura por extensões de outros países em conjunto com palavras em outro idioma para criar expressões bastante interessantes.

Um exemplo inteligente disso é o vai.la ou pesquisa.la, dois websites portugueses que utilizam ccTLD para o Laos, para criar boas estruturas de domínios que vão cativar a atenção do leitor e fazer com que o mesmo se lembre dos urls durante muito tempo.

Vantagens dos domain hacks

Tal como referido anteriormente, a utilização deste tipo de domínios pode ter um sem número de vantagens para alguns projectos.

Uma dessas vantagens é o valor de marketing que possui, sendo uma ideia relativamente recente, ainda existem poucas pessoas a apostar neste tipo de domínios para os seus projectos. Isto porque acreditam que os domínios tradicionais, utilizando extensões mais comuns podem conseguir muito mais dos leitores do que tentando a sua sorte com domain hacks.
Por outro lado, quando um leitor se depara com um domínio como www.vai.la, rapidamente são induzidos para novos conceitos, para elevados níveis que posicionam o projecto e a empresa com uma visão do futuro muito mais interessante que aquelas que apresentam domínios tradicionais e extremamente convencionais.

Este tipo de domínios são bastante interessantes para a criação de publicidade impressa, já que no caso de uma boa escolha de TLD’s e subdomínios, poderá incorporar no seu domínio todas as informações que necessita. Um bom exemplo disso é a criação de uma empresa de aventuras radicais para os mais jovens, utilizando a palavra “turo” como principal, “us” como extensão e “adven” como subdomínio, ficará com o domínio adven.turo.us para criar campanhas extremamente interessantes e que vão ficar na memória dos mais jovens durante muito tempo.

Por outro lado, a optimização para motores de busca é também privilegiada, já que com este tipo de domínios o empresário evita o uso de domínios muito longos ou da utilização de hífen a separar as palavras. Obviamente que o conteúdo do website é que fará toda a diferença, porém a utilização de hífen e domínios muito longos poderá dificultar tudo no que diz respeito à optimização e memorização do mesmo.

Cuidados com os domain hacks

Depois de termos enumerado todas as vantagens de utilização deste tipo de domínios, é imprescindível alertar para os cuidados necessários a ter, principalmente porque no que diz respeito aos TLD’s a usar é necessário alguns cuidados importantes para evitar problemas futuros.

Alguns países possuem uma política de uso de extensões extremamente rígida, o que geralmente implica que as extensões sejam usadas unicamente pelos próprios residentes do país com a necessidade de comprovativo de morada, entre outros requisitos. Isto limitará muito a utilização de determinadas extensões por residentes em outros países, por isso é necessário que antes de comprar um domínio conheça todas as regras relativamente à utilização de uma extensão, senão no futuro terá problemas e poderá perder o dinheiro investido.

Ao comprar um domínio nestas condições, rapidamente poderá tornar-se desvantajoso para os negócios se não tiver o cuidado de verificar os requisitos para a extensão escolhida, já que o domínio pode ser cancelado, o seu website irá ficar offline e poderá perder os clientes que conseguiu através do mesmo, já que terá que procurar outro. Por isso é preferível analisar antes de comprar e fazê-lo apenas quando tiver todos os requisitos preenchidos.

Outra desvantagem associada aos domain hacks é o facto de o utilizador estar já habituado a aceder ao site no browser, utilizando para isso as extensões mais comuns. Neste aspecto, tanto é possível que o utilizador digite “exemp.lo”, ou por força do hábito digite “exemp.lo.com”. Ou simplesmente “exemplo.com”.
Este hábito provoca com que o domain hack faça fugir tráfego type in para um domínio da concorrência.

Conclusão

Os pensamentos fora-da-caixa, ou diferentes do que é tradicional, podem significar um sucesso elevado e exponencial. Por isso, com uma mente brilhante, um planeamento minucioso, alguma pesquisa envolvida e os cuidados necessários, a utilização de um domain hack para o seu negócio pode significar sucesso quase instantâneo e um crescimento exponencial em pouco tempo.

Se por um lado esta utilização ficará na memória de muitos possíveis clientes, por outro lado uma boa utilização pode ser muito vantajosa no que diz respeito á optimização para os motores de busca, já para não falar na facilidade que será a utilização de marketing viral e de campanhas offline.

Se vai lançar um negócio brevemente, pondere a aquisição de um domain hack para o mesmo, contudo faça uma longa pesquisa e estude bem a temática antes de avançar para a compra, evitando problemas no futuro.

Recomendamos também que tente adquirir a versão correcta da palavra na extensão .com e na extensão do seu próprio país (por exemplo .pt para Portugal ou .com.br para o Brasil).

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O que é o flipping de domínios?

Os domínios, além de toda a importância que têm para o lançamento de um projecto online, têm ainda uma outra vertente que está a fazer um enorme sucesso junto dos profissionais da Web. A compra e venda de domínios, ou como é mais conhecido flipping de domínios, consiste num método de gerar dinheiro rápido que pode gerar diversos lucros, apesar de ser necessário alguns conhecimentos básicos e importantes.

O flipar domínios é um método bastante antigo, porém foram poucos aqueles que tentaram a sua sorte neste mercado, pois para conseguir gerar as receitas ideias é necessário muitos conhecimentos, muita visão e mais importante ainda, encontrar o local ideal para o fazer. Todos os anos são registados milhares de novos domínios, porém outros milhares são deixados de usar, por diversos motivos, o que implica que sejam conseguidos por outros clientes ou simplesmente vendidos para contemplar necessidades básicas e essenciais.

A compra e venda de domínios é um mercado bastante movimentado, com o mesmo domínio a percorrer diversas mãos durante uma década, embora aqueles domínios denominados de premium (ou seja, com boas keywords e numa temática interessante), sejam vendidos poucas vezes, principalmente pelo valor pedido pelos menos que pode muitas vezes chegar a atingir milhões de euros.

O que é Flipar domínios?

A ideia básica a ter em consideração é a compra e venda de domínios interessantes, ao contrário do que acontece com a compra e venda de domínios, neste caso o valor a cobrar é inteiramente e exclusivamente ligado ao tipo de domínio em si. Se na compra de um domínio o cliente tem que ter atenção com o conteúdo, o design, a optimização, os rendimentos, etc., no caso do mercado de domínios, apenas o historial do domínio, as keywords e o tempo do domínio interessam.

Dado o volume de domínios adquiridos nos últimos anos, acreditamos que este seja um mercado em crescimento, mas existe também um mercado negativo, já que muitos interessados em vender domínios acreditam exageradamente no valor do seu produto e acabam por estragar o mercado com propostas irreais.

Dicas para flipar domínios

Sendo este um mercado em ascensão, é de esperar que existam cada vez mais oportunidades e como é óbvio, interessados em ganhar dinheiro, mas para conseguir atingir o seu objectivo é importante seguir uma série de ideias básicas que vamos esclarecer aqui.

Cuidado com os riscos – são muitos os utilizadores que tentam entrar neste mercado internacional, comprando domínios sem pensar e julgando que vão conseguir vender no mercado nacional ou internacional a valores astronomicamente altos, mas é importante ter em conta o risco, pois podem não conseguir vender e terão o dinheiro investido sem qualquer retorno. Por isso, antes de comprar um domínio, faça uma pesquisa relevante antes e perceba se é ou não uma boa compra.

Compre apenas o que conhece – comprar domínios de forma deliberada pode ser um dos maiores erros que pode cometer. Por isso, aconselhamos a que compre apenas domínios relacionados com temáticas que conhece, encontrando pequenos micro-nichos e keywords que apenas conhecendo o tema é possível.

Cuidado com as extensões – muitos utilizadores pensam que a aquisição de um domínio é unicamente ligado às keywords do mesmo, mas o domínio é constituído também pela extensão escolhida. O ideal é seguir a ordem .com, .net, .org, isto é, dando prioridade sempre à extensão .com. Pode ser uma boa técnica, encontrar bons domínios .com já registados e tentar obter o mesmo domínio com outras extensões, sendo depois vendido ao mesmo utilizadore do .com. No entanto, é cada vez mais difícil conseguir obter lucro nesse negócio, já que os utilizadores usam as várias extensões dos domínios quando estão a projectar um grande website.

Historial do Domínio – comprar um domínio com historial pode ser uma fantástica opção, muitas vezes já tem pagerank, já foi usado em projectos de grande dimensão e podem trazer novos clientes para o seu negócio. Encontrar domínios expirados pode ser difícil, porém nos locais de compra e venda de domínios existem listas de domínios prestes a expirar que podem ser comprados facilmente.

Esteja sempre atento à actualidade – leia muito, seja online ou offline, conhecendo assim os nomes mais populares, as marcas e produtos mais em voga e mais importante ainda, as novidades da actualidade que estão a ser mais faladas. Mesmo que não seja no seu país ou na sua língua, quem sabe se não é o primeiro a registar um domínio que pode ser comprado por milhares de euros, meses mais tarde com a popularidade dessa palavra/assunto.

Venda directa – apesar de existirem portais dedicados ao flipping de domínios, a venda directa pode tornar-se muito mais rentável em algumas situações. Procurar pessoas ou empresas que possam estar interessadas no seu domínio pode ser uma fantástica opção para algumas vendas, use as palavras certas, descreva as vantagens e tenha um preço vantajoso, certamente que conseguirá um bom negócio e mais rápido.

Vantagens e Desvantagens de flipar domínios

Obviamente que sendo este um mercado em autêntica expansão, há sempre vantagens e desvantagens inerentes, ficando à responsabilidade de cada um analisar as mesmas e encontrar as melhores opções para o seu caso.

Para o lado dos vendedores, uma das grandes vantagens deste mercado é a possibilidade de conseguir ganhar imenso dinheiro com a venda de um único domínio, desde que este tenha as características ideias para um determinado cliente, este terá todo o gosto em pagar uma grande quantia para garantir que fica com o domínio desejado. No entanto, com a expansão e popularidade do mercado, existem cada vez mais utilizadores a tentarem a sua sorte e torna-se cada vez mais complicado de conseguir bons negócios.

Para os compradores, comprar um domínio ideal para o seu negócio é assim possível, mesmo com o pagamento de uma grande quantia, garante o sucesso do seu negócio a começar logo pelo domínio. Os preços pedidos pelos vendedores são a grande desvantagem do mercado actual, com alguns deles a sobrevalorizar os seus produtos na tentativa de obtenção de um grande lucro.

Onde flipar domínios?

Actualmente existem diversas opções para quem quer flipar domínios, desde os fóruns dedicados à Internet, onde entusiastas e profissionais da Internet se juntam para partilhar ideias, trocar comentários e comprar e vender diversos produtos e serviços.

Depois existem comunidades dedicadas essencialmente à compra e venda de domínios por parte de individuais, como é o caso da Sedo, Flippa, Moniker, entre outros menos populares.

Actualmente é ainda possível encontrar pequenas comunidades que têm o principal objectivo de fomentar este mercado, no entanto ainda não têm a dimensão ideal e não aconselhamos a sua utilização.

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